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Dívida do governo Melhor com Jair

No mesmo mês de governo, a dívida era 75% do tamanho da economia com Jair. Com Lula, é 83%.

O tamanho da economia é o PIB: tudo o que o país produz em um ano.

Governo Jair 2019–2022

74,6%

ago/2022 (recebeu 75,3%)

Governo Lula 2023–hoje

82,9%

ago/2026 (recebeu 71,7%)

Por quê: Com Lula, quase toda a alta da dívida veio dos juros: 30 pontos do PIB, contra cerca de 3 do gasto acima da arrecadação.

Entenda

  • De janeiro de 2023 a agosto de 2026, os juros somaram 30,4 pontos do PIB à dívida, e o crescimento da economia tirou 20. O gasto do governo acima do que arrecada somou cerca de 3 pontos.
  • Jair recebeu a dívida em 75% do PIB e entregou em 72%. Na pandemia, chegou a 87,7% (out/2020).
  • Jair adiou dívidas que a Justiça mandou o governo pagar (precatórios). Elas só entram na conta da dívida quando são pagas: Lula pagou R$ 92,4 bilhões de uma vez em dezembro de 2023, e isso aumentou a dívida de hoje.
  • Mesmo com essas dívidas no lugar certo, no mesmo mês de governo a de Jair fica em cerca de 75,0% e a de Lula em cerca de 82,4%.

Para ser justo com os dois

A inflação alta de 2021 e 2022 ajudou a baixar a dívida de Jair, porque faz o PIB crescer em reais. E os juros altos, decididos pelo Banco Central, pesam na dívida de hoje.

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Texto para acompanhar

É verdade: a dívida do governo era menor com Jair: 75% do tamanho da economia no mesmo mês de governo. Hoje, 83%. Por quê: Com Lula, quase toda a alta da dívida veio dos juros: 30 pontos do PIB, contra cerca de 3 do gasto acima da arrecadação. A conta completa: https://fazaconta.rzelli.com/conta/divida/

É verdade: a dívida do governo era menor com Jair: 75% do tamanho da economia no mesmo mês de governo. Hoje, 83%. Por quê: Com Lula, quase toda a alta da dívida veio dos juros: 30 pontos do PIB, contra cerca de 3 do gasto acima da arrecadação. Dívida bruta (% do PIB), mesmo mês de governo: 74,6% (Jair, ago/2022) × 82,9% (Lula, ago/2026). Jair recebeu 75,3% e entregou 71,7%. De jan/2023 a ago/2026, os juros somaram 30,4 pontos do PIB à dívida; o déficit primário, cerca de 3. Fonte: Banco Central. https://fazaconta.rzelli.com/conta/divida/

Em áudio: em breve, gravado por uma pessoa de verdade.

Dívida do governo, em % do PIB, mês a mêsGoverno JairGoverno Lula
75%80%85%1º ano2º ano3º ano4º anomesmo ponto74,6%82,9%
75%80%85%1º ano2º ano3º ano4º anomesmo ponto74,6%82,9%
Ver a conta completa: fontes, como foi feita e cuidados

Fontes

Como fizemos a conta

  • Dívida bruta do governo geral (União, estados e municípios), medida pelo Banco Central. Mesmo mês de governo: ago/2022 (Jair) e ago/2026 (Lula).
  • De onde veio a alta (fatores condicionantes da dívida, notas do Banco Central): de jan/2023 a ago/2026, juros +30,4 pontos do PIB, crescimento do PIB em reais −19,9 e déficit primário de 2023 a 2025 de cerca de 3 pontos. Com Jair, os juros somaram +23,6 pontos, e o PIB em reais, puxado pela inflação de 2021 e 2022, tirou quase o mesmo.
  • Recebeu → entregou: Jair 75,3% → 71,7%; Lula 71,7% → 82,9% até agora.
  • Precatórios no lugar certo: somamos a Jair os R$ 39,5 bilhões adiados em 2022 (cálculo da Bloomberg Línea, de maio de 2022; 0,39 ponto do PIB) e tiramos de Lula os R$ 60,1 bilhões de atrasados pagos em dez/2023 (0,45 ponto do PIB de hoje).

Cuidados

  • Inflação alta aumenta o PIB em reais e diminui a dívida como % do PIB.
  • Os fatores condicionantes mostram o caminho contábil da dívida, não a causa do juro alto. O juro alto também tem a ver com a desconfiança do mercado sobre as contas do governo; os economistas discutem quanto.
  • O ajuste dos precatórios é aproximado: supõe que as dívidas adiadas teriam sido pagas com dívida nova.
  • Os juros (Selic) são decididos pelo Banco Central, que tem autonomia desde 2021.
Mês de governoJairLula
12º (dez/2019 · dez/2023)74,4%73,8%
24º (dez/2020 · dez/2024)86,9%76,3%
36º (dez/2021 · dez/2025)77,3%78,6%
44º (ago/2022 · ago/2026)74,6%82,9%
48º (dez/2022 · dez/2026)71,7%ainda não chegou

A mesma régua para os dois: mesmo ponto do mandato, valores corrigidos pela inflação quando são em reais. Como fazemos a conta.